Festival Livro na Rua apresenta Felicidade Clandestina

“Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.”, assim Clarice Lispector finaliza o conto “Felicidade Clandestina”, uma fantasia deliciosa que apresenta uma personagem cujo maior desejo era ter o pai dono de livrarias.

O conto tem na verdade duas personagens e trata do relacionamento dessas duas com os livros. Uma que ama demais e outra que despreza. O livro específico é “As Reinações de Narizinho”, que, como um herói tolo é jogado de um lado a outro pelas duas meninas, até o final feliz. E clandestino.

Mas a felicidade do leitor não precisa ser clandestina. Durante o Festival Livro na Rua, os leitores poderão compartilhar suas histórias de relacionamento com a literatura, que serão registradas em vídeo e compartilhadas posteriormente na Internet. Podem ser histórias cômicas, românticas, trágicas ou surreais. Quem sabe não podem até mesmo ser sobre um pai dono de uma livraria?

“O apreço pelos livros e a paixão pela leitura são relações construídas ao longo do tempo, mas há alguns marcos nesse processo amoroso que podem ser resgatados e reelaborados quando temos a oportunidade de falar deles”, afirma o curador José Eduardo, idealizador da iniciativa. Desta forma, cada história registrada compõe um elo único na enorme corrente de memórias afetivas que o projeto pretende construir. Ao final do festival, mais do que recordações soltas que têm seu valor particular, haverá um vasto e inédito acervo de histórias orais sobre a relação dos leitores e a literatura, de modo geral.

Felicidade Clandestina será realizado em parceria com a Emvídeo e tem o patrocínio do BDMG Cultural.

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